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Atitude do MEC, ao publicar o livro "POR UMA VIDA MELHOR" (Heloísa Ramos), gera polêmica nos meios acadêmicos

Dias atrás, uma certa atitude do Ministério da Educação assustou muita gente, que tem, na Língua Portuguesa, seu instrumento de trabalho. Vou direto ao assunto. Fui das primeiras pessoas assustadas – pessoas a se mostrarem indignadas com a “notícia” veiculada pela também indignada voz de William Bonner (Jornal Nacional) – um purista da Língua. A princípio, chamou-me a atenção o fato de um livro, “destinado à escola pública”, tentar explicar, aos alunos, algo que se estuda na “universidade pública”, no curso de Letras – durante um semestre! Concordo com que “não escrevemos como falamos”. Até aí, vi uma atitude perigosa. Será que todos os professores estão aptos a trabalhar isso com seus alunos? E se houver deturpação da tal mensagem e se se adotar, nas escolas, o "vale tudo" linguístico? A obrigação da escola é oferecer, ao aluno, a oportunidade de ele conhecer a norma culta. Se ele vai usá-la é outra questão. Foi nisso que pensei. Mas o que me assustou, mesmo, foi o fato de que, logo após a tal “notícia”, veio o alerta – não sei se proposital! – de que “o vestibular exigirá a norma culta da Língua”. Ora bolas! Ao privilegiado, das escolas “pagas”, a Língua culta; aos mais humildes, o falar inadequado? Isso, sim, eu senti como um preconceito! E dos grandes! Repito aqui as palavras de um ex-aluno e hoje professor universitário (Neizinho), com cujos argumentos, sobre o fato em questão, concordo plenamente: “Sob a alegação de não criar constrangimento ou desagrado aos menos favorecidos, sonegam-lhes o direito de aprender.” Ele vai além: “(...) o ‘padrão’ configura apenas um conjunto de convenções que assegura lógica ao funcionamento do idioma, ainda que suas regras sejam eivadas de exceções e anomalias.” Exato! Então, para que haja uma perfeita “comunicação” entre nós, é necessário que usemos o mesmo código linguístico: a Língua Portuguesa escrita.

Texto recolhido do blog de Mara Ghellere de Mendonça, "Malabarismos com palavras"
Mara Ghellere de Mendonça é professora, com experiência de mais de 40 anos de trabalho com a Língua Portuguesa,
cuja atuação começou na Escola Técnica Estadual de Mococa, a Eletrô, em 1974...

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Livros pra inguinorantes, por Carlos Eduardo Novaes
Jornal do Brasil

Carlos Eduardo Novaes

Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!
A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.
A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de "certo e errado" pela de "adequado e inadequado". Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei - como se diz - magna.
Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que "o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos". E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.